terça-feira, junho 05, 2012

RENDA - ALIMENTOS - MEIO AMBIENTE

RENDA - ALIMENTOS - MEIO AMBIENTE


O Programa Agricultura de Baixo Carbono, criado em 2010 pelo governo federal, dá incentivos e recursos para os produtores rurais adotarem técnicas agrícolas sustentáveis.
Tudo para mitigar e reduzir a emissão dos gases de efeito estufa – gás carbônico (CO2), gás metano (CH4) e óxido nitroso.
A ideia é que a produção agrícola e pecuária garanta mais renda ao produtor, mais alimentos para a população e aumente a proteção ao meio ambiente.

::Dinheiro para uma agricultura mais verde

O programa ABC prevê, para a safra 2011/2012, R$ 3,150 bilhões para incentivar processos tecnológicos que neutralizem ou minimizem os efeitos dos gases de efeito estufa no campo.

O governo quer difundir uma nova agricultura sustentável, a ser adotada pelos agricultores, para reduzir os impactos do aquecimento global.

Os recursos para investimentos estão contemplados no Plano Agrícola e Pecuário 2011/2012.

Produtores rurais e cooperativas poderão contar com limite de financiamento de R$ 1 milhão e taxas de juros de 5,5% ao ano. O prazo para pagamento é de 5 a 15 anos.

::Para obter financiamento

AGRICULTURA

Agricultura sustentável prevê menos emissão de carbono


CNO Rio+20
Programa do governo federal traz recursos a produtores rurais e incentiva produção agrícola e pecuária com proteção ao meio ambiente
Com o objetivo de engajar os produtores rurais na política ambiental brasileira, o Governo federal criou em 2010 o Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC). Na safra 2011/2012, o Governo prevê cerca de R$ 3,150 bilhões para incentivar processos tecnológicos que neutralizem ou minimizem os efeitos dos gases de efeito estufa no campo. 

Os produtores rurais e cooperativas poderão contar com até R$ 1 milhão em financiamento e taxas de juros de 5,5% ao ano. O prazo para pagamento é de 5 a 15 anos.

O Programa ABC reforça o compromisso assumido pelo Brasil na COP-15 de reduzir voluntariamente em 36% a 39% as emissões de gases de efeito estufa até 2020. Esse novo modelo de agricultura sustentável a ser adotada pelos produtores rurais pretende reduzir os impactos do aquecimento global. Entre as iniciativas do programa estão:

• O plantio direto na palha;
• A recuperação de áreas degradadas;
• A integração lavoura-pecuária-floresta;
• O tratamento de resíduos animais.

Além disso, o programa também estimula o plantio de florestas comerciais com eucalipto e pinus. O objetivo é aumentar a área de 6 milhões para 9 milhões de hectares de florestas plantadas, reduzindo as emissões de gás carbônico do ar.

segunda-feira, junho 04, 2012

Planeta Animal

Estava eu ontem preparando minha agenda de compromissos e ouvindo o Jornal Nacional quando escuto o Bonner anunciar a matéria sobre um estudo divulgado na terça-feira à noite pela revista Science, falando sobre o risco de extinção enfrentado por diversas espécies animais, o que  não para ser novidade, tamanha a devastação dos ecossistemas, exploração dos recursos naturais, estas atividades  ainda no meu ponto de vista estão fora de controle e já venho mencionando sempre no blog que estas são a principal causa que  leva ao desaparecimento de uma espécie.

Vinte e cinco mil espécies do grupo dos vertebrados  mamíferos, aves, anfíbios, répteis e peixes,  compõem a triste  lista de animais ameaçados de extinção, estas  foram analisadas por 174 cientistas do mundo todo. De acordo com a pesquisa 20% de todas as espécies de vertebrados estão ameaçadas: 41% de todos os anfíbios; 33% dos peixes cartilaginosos, como os tubarões; 25% de todos os mamíferos; 22% dos répteis; 15% dos peixes ósseos, como o bacalhau  e o atum (desastre no golfo do México ferrou de vez com o atum) e 13% das aves estão em risco de desaparecerem.

 Em média, 52 tipos de aves, mamíferos e anfíbios ficam mais perto da extinção a cada ano.

E, para os pesquisadores, tudo isso poderia ser 20% pior. Só não foi por causa do esforço mundial de preservação, afirmam os cientistas, entre ONG´s, projetos de conservação, estes tem um peso muito grande para o resultado não ter sido pior, porém, insuficiente para reverter os danos causados pelo manuseio da terra, pelas mudanças do clima e pelo aquecimento dos oceanos.
Segundo o Biólogo Guilherme Evaristo autor do Blog O Conservacionista  tem uma notícia boa: “uma espécie nova na Amazônia a cada três dias”, mas a maioria já esta em risco logo depois da descoberta (Siga @Guihevaristo no Twitter).
Como se tudo isso não fosse suficiente, ontem, pelo menos 113 pessoas morreram e mais de 500 são consideradas desaparecidas ontem após um forte terremoto de magnitude 7,7 que afetou a costa oeste da Indonésia na segunda-feira (25), provocando ondas gigantes em várias ilhas, anunciou o serviço de emergências do país. 
Ahammm, imagina se dormi bem eu hoje! Afffffffffffffffff

O Bambu e a construção sustentável…

Quando falamos em bambu, geralmente pensamos nos pandas, ou em artesanatos produzidos a partir desta planta, porém ela vem sendo usada em escala comercial por algumas propriedades e características específicas que  possui.
O Bambu é uma gramínea, o que significa que não precisa ser replantada por muitos anos, seu enraizamento, permite que a mesma planta se regenere sem ser destruída. Formado, o bambuzal cresce rapidamente e oferece material em grandes quantidades, pode  ser colhido seletivamente todos os anos. Isto faz com que o bambú seja um dos recursos naturais mais renováveis e abundantes do planeta.
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Alguns afirmam que utilizando bambu como insumo industrial, consequêntemente contribui-se  para a extinção dos pandas, mas na verdade, este animal extremamente especialista em sua alimentação, come apenas uma espécie de bambu,  as espécies mais conhecidas empregadas para fabricação de pisos e outros produtos são a Phyllostachys pubescens e a Gradua angustifolia,  o panda como exclusivamente de uma espécie,  do gênero Fargesia.
Beneficiado industrialmente, são transformados em pisos de bambu de padrão vertical e horizontal, onde as tiras do bambu cortadas em tamanhos iguais são coladas lado a lado para formar a placa que se transformará em piso, ou como o modelo Strand Woven, da empresa BamStar, que é uma peça única, sólida e com resistência superior à grande maioria dos pisos de madeira. Achei extremamente elegante e bonito.
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Em Santa Catarina a Bambusc entrou em uma nova fase a partir de 2009, em função da aprovação de seu projeto de pesquisa patrocinado pelo CNPq e de outros projetos que já se encontram em elaboração, apresentado pelo engenheiro Guilherme Zucatelli o projeto de pesquisa em andamento no Departamento de Engenharia Civil e GIEM entitulado Desenvolvimento de Protótipos de Bambu – Painéis Compositos de Madeira e Bambu eADESIVO_CURVA_(2) Bambu Laminado Colado para Construção Civil e Produção de Móveis. O projeto faz parte da criação da Rede Brasileria do Bambu, com fundos do CNPq. O projeto é coordenado pelo Professor Carlos Szuks da Engenharia Civil da UFSC e tem a participação da BambuSC ( Associação Catarinense do Bambu) e da Oré Brasil, fábrica de móveis e revestimentos de bambu, localizada em Campo Alegre, SC.
Por não precisar ser replantando, é uma boa forma de reduzir as plantações de pinus e eucalipto entre outras árvores, reduzindo os impactos negativos causados por espécies exóticas e desflorestamentos.

Fonte: Consciencia com ciencia.

vão-se as árvores, mas ficam... espera aí! o que é que fica?

Mar-Mai 2012
vão-se as árvores, mas ficam... espera aí! o que é que fica?
 
Silvio Frosini de Barros Ferraz
Professor de Manejo de Bacias Hidrográficas da Esalq-USP

027-25
 
Vai chegar um tempo em que o mais importante será o que fica e não o que se retira da terra, ou seja, a madeira terá menos valor do que os serviços ecossistêmicos que a floresta presta. Quando isso ocorrer, certamente teremos mais segurança para afirmar que estamos no caminho certo em direção à sustentabilidade.

Tudo deveria ficar no campo: a biodiversidade, o solo e seus atributos, as pessoas e seus aspectos culturais e a água, em quantidade, qualidade e regularidade. Quando colhemos uma floresta plantada, qual será a parcela de serviços que estamos efetivamente deixando na terra?

Atualmente, dentre os vários serviços ecossistêmicos, os relacionados à água são os que mais chamam a atenção, preocupam a sociedade e causam polêmica quando se trata de plantios florestais.

A floresta tem uma relação complexa e, ao mesmo tempo, delicada com a água, que funciona muito bem em ecossistemas naturais maduros, mas que, em sistemas de manejo para produção, requer cuidados para não causar desequilíbrios e, consequentemente, impactos.

Os sistemas de produção florestal, por estarem otimizados para a obtenção da máxima produtividade, consomem mais água e têm seus impactos intensificados tanto no pico do crescimento quanto nas operações de colheita e início da nova rotação, quando o solo é descoberto, e as funções da floresta não podem ser exercidas.

No entanto dados do Promab (Programa de Monitoramento Ambiental em Microbacias – Ipef/Esalq), que monitora microbacias em áreas nativas e de reflorestamento no Brasil, mostram que o impacto das florestas plantadas na água é pequeno e, quando existente, está relacionado a três fatores principais: a não observação da disponibilidade hídrica regional, as alterações na vazão de riachos, em função do manejo e do crescimento dos plantios de rápido crescimento, e a produção de sedimentos pelo corte raso da floresta e planejamento inadequado de estradas florestais.

Nota-se que os dois últimos aspectos estão diretamente ligados ao planejamento, ao manejo e à operação da colheita florestal. Existem diversas técnicas já desenvolvidas para melhorar a conservação da água e dos solos nos ecossistemas agrícolas e florestais.

Estudos recentes conduzidos no Laboratório de Hidrologia Florestal (LHF) da Esalq/USP recomendam diferentes técnicas para a readequação de estradas florestais, relatam os benefícios da redução da área de corte-raso, definem metodologias para identificação de áreas hidrologicamente sensíveis do terreno que precisam ser manejadas com maior cuidado, mostram a possibilidade de estabilização do deflúvio anual pelo manejo em mosaico de plantios de curta duração e apresentam alternativas para zoneamento hidrológico regional e local como subsídio ao planejamento florestal.

Enfim, já existem conhecimento e técnicas suficientes para melhorar o manejo florestal, buscando-se aumentar o valor de conservação das áreas de reflorestamento a fim de deixar algo mais no campo. A cada rotação, vão-se as árvores na colheita, mas a água sempre precisa ficar, durante todo o ciclo, em quantidade e qualidade.

Está cada vez mais claro que, quando a água não fica, o problema está no manejo inadequado às condições naturais locais. Este tem que ser aperfeiçoado continuamente, tentando incorporar melhorias baseadas em programas de monitoramento de longo prazo.

O que pode estar faltando então? Ações de conservação da água ainda são vistas como um custo extra a ser contabilizado na atividade principal. Falta, portanto, a mudança de visão que permita enxergar, além da madeira, outros valores que precisam ser mantidos e, eventualmente mesmo, explorados como fonte de receita.

Enquanto esses valores não forem considerados nos planos de manejo como parte integrante da atividade, serão poucos que conseguirão enxergar a importância de se investir um pouco mais no que fica no campo para que todos possam colher os frutos no futuro.

Quando esse momento chegar, estaremos tratando não mais de plantio florestal em que há colheita, mas sim de uma floresta, diferente da natural, por ser plantada e manejada, mas que pode oferecer uma série de benefícios econômicos, sociais e ambientais, muito mais importantes do que apenas a madeira das árvores. Porque, nessa atividade, mais cedo ou mais tarde, vão-se árvores, e, portanto, precisamos cuidar mais do que fica.

quinta-feira, maio 31, 2012

'Recordistas da seca', cidades em PE decretam emergência há 10 anos

 Santa Cruz e Lagoa Grande são cidades vizinhas no sertão pernambucano.
G1 visitou os dois municípios, onde moradores tentam viver de carros-pipa.
Luna Markman Do G1 PE, em Santa Cruz

Duas cidades pernambucanas encabeçam um ranking indesejável no país: elas foram as que mais decretaram emergência nos últimos 10 anos por estiagem, segundo levantamento do G1 junto aos dados da Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec).
Santa Cruz, a cerca de 670 km do Recife, foi a cidade que mais decretou emergência: 16 decretos desde 2003 (14 por estiagem). O mais recente é de março deste ano, durante uma das piores secas que atinge vários estados do Nordeste.
O município vizinho, Lagoa Grande, apresentou 15 decretos: 14 por estiagem e um por excesso de chuva.
A equipe de reportagem do G1 visitou as duas cidades, onde moradores relatam a vida à base de água salgada. Já as autoridades reclamam do abandono.
Santa Cruz
Com pouco mais de 13 mil habitantes, a cidade do sertão do São Francisco não registrou um quarto da média de chuva prevista para os primeiros cinco meses deste ano, segundo a Agência Pernambucana de Águas e Climas.
saiba mais
A Prefeitura de Santa Cruz considera esta a pior seca dos últimos 47 anos na região. A estiagem prolongada afeta quase 70% da população. Desse total, 67,5% estão na zona rural. A pouca chuva, segundo os técnicos, não foi suficiente para encharcar o solo, encher cisternas e reservatórios naturais. Aguadas e barreiros estão repletos de lama e os poços estão no limite mínimo da capacidade. 

Por que tantos decretos?
Para a prefeitura, o reconhecimento dos decretos de emergência pela seca serve como um pedido de socorro aos governos estadual e federal. No entanto, as autoridades municipais afirmam que os recursos repassados não foram suficientes para melhorar a vida nesse pedaço do semiárido.
"Não dá para dizer que o governo estadual não tem ajudado, mas acho que o nosso município deveria ter mais prioridade nos projetos. Até o momento, os recursos não foram suficientes", diz a prefeita Eliane Maria Soares.
Água salgada, preços também
"A gente aprendeu na marra a usar pouca água por causa da seca, mas neste ano está pior e a produção foi pequena", diz o agricultor Odair Gomes, que sobrevive da Barragem Gentil, em meio à zona rural de Santa Cruz. A plantação de tomates chama a atenção no meio da paisagem sem verde, mas, segundo os moradores, a água é salobra e usada somente nas plantações na região.

O pasto está seco e o rebanho, emagrecendo, segundo José Morais, que toca o gado pela estrada de terra em busca de água, todos os dias. "Vai secando ali, a gente corre para buscar água em outro canto. Sempre foi assim. Até os bichinhos chegarem no limite", afirma.
A falta de chuva também matou a plantação de palma que o agricultor José Gomes de Souza tinha. "Usava [a água] para alimentar os animais, agora estou pagando por ração para não perder cabeça de gado", conta.
Com culturas abaladas, o preço das frutas e verduras aumentou 75% no comércio local. Na venda de Maria Valdete Silva, os produtos como tomate, goiaba, jerimum e beterraba agora custam R$ 2,50 o quilo, R$ 1 mais caro do que o preço normal. "As vendas caíram muito", reclama.

Enquanto o preço aumenta nas feiras, o oposto acontece com o gado. O criador Modesto Batista foi à unidade da Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (Adagro) em Santa Cruz tentar um financiamento do Banco do Nordeste para comprar ração animal.
"Tenho 16 cabeças de gados e elas estão comendo mandacaru queimado. Dependo deles para sobreviver. Na última seca forte, fui trabalhar em São Paulo, mas agora não vale mais a pena, porque não tem emprego sobrando", diz.
Segundo a prefeitura, quase toda a plantação de milho e feijão foi perdida na cidade e os agricultores estão procurando terras irrigadas em Petrolina (PE), também no Sertão pernambucano, mas banhada pelo Velho Chico.
'É uma loteria'
A prefeita afirma que o município precisa de verba para abertura de poços e construção de grandes barragens. "Nesses últimos cinco anos, perfuramos apenas 19 poços e só três deram água boa. Outros cinco, nem o gado bebe, de tão salgada. É uma loteria. E eu tenho medo de gastar mais dinheiro nisso, pois para a gente é muito caro. É de R$ 13 mil a 15 mil para perfurar só um", argumenta.
Nem a palma, que é resistente à estiagem, está durando nas terras de Santa Cruz, Pernambuco (Foto: Henrique Zuba / TV Globo)
"A gente decreta situação de emergência para justificar esses gastos e também para pedir ajuda financeira", complementa o secretário de Agricultura, Fabrício Marques.
"Sabemos que a escassez de água é um problema recorrente aqui, o que causa um déficit na agricultura, prejudicando as safras. Também afeta o peso do boi. Então, temos que abastecer o povo com carro-pipa e fazer algumas obras, como abertura de cacimbas [espécie de poço artesiano mais raso]", diz Marques.
Segundo o secretário, quase todo o município é abastecido por carro-pipa no período da seca. A prefeitura gasta cerca de R$ 80 mil por mês para contratar 12 veículos. Somente neste ano, desde março, já foram pagas 950 horas de aluguel por uma máquina que abre cacimbas. Cada hora vale R$ 110. Desde 2007, também foram 55 mil horas na limpeza de açudes e barragens.

Além de barragens com a capacidade reduzida, cisternas secas e açudes poluídos, a Adutora Oeste, da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), está há mais de 45 dias sem levar água do Rio São Francisco para os moradores da área urbana, que está a 164 km do leito do rio.
A companhia afirma que um problema na captação de água entre 20 de abril e 11 de maio deste ano, na cidade de Orocó, prejudicou o bombeamento em cidades assistidas, mas que a situação foi corrigida.
Com relação a Santa Cruz, a Compesa diz que a água ainda não foi suficiente pois a cidade está no fim do ramal de distribuição e a água chega com menor pressão. A duplicação da Adutora Oeste é objeto de estudo, informa.
A companhia diz ainda que enfrenta problema com furtos de água da adutora. Uma operação localizou 45 ligações clandestinas em maio.
A Barragem Cacimbas, que abastece a zona urbana de Santa Cruz, está com a capacidade reduzida e deve secar até setembro, de acordo com avaliação preliminar da Apac. O Açude Venerada, que na década de 1960 abastecia a população para banho e lavagem de roupa no Centro de Santa Cruz, hoje está poluído e a água é imprópria para consumo.
Verbas federais e estaduais
Com os decretos de emergência, municípios pedem auxílio financeiro do governo federal em períodos em que não conseguem, por conta própria, arcar com problemas causados por desastres naturais. Essa verba chega mais rápido, e as cidades também podem dispensar licitações e planos de trabalho para gastá-la.
especial seca na bahia
No caso da estiagem, a verba é proveniente do Ministério da Integração. Segundo dados do Portal da Transparência do governo federal, a mais significativa para Santa Cruz veio somente em 2009, quando R$ 290 mil foram liberados para uma ação chamada de "reabilitação dos cenários de desastres".
O G1 procurou a pasta para que o destino da verba fosse detalhado, mas o ministério não se pronunciou até a publicação desta reportagem. Antes, o ministério repassou, entre 2004 e 2005, R$ 96.234,21 para a recuperação de barragens públicas.
Já a Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária (Sara) de Pernambuco diz possuir dados apenas de 2010 a 2012. Nesse período, houve distribuição de sementes, crédito fundiário e revitalização de culturas. A pasta diz também que o Programa de Apoio ao Pequeno Produtor Rural (ProRural) entregou 238 cisternas e construiu a barragem Cacimba das Graças, que custou R$ 176,4 mil e beneficia cerca de 200 famílias. Ambos os projetos foram concluídos.

Hoje, 96% das famílias que vivem na zona rural possuem cisternas, segundo o secretário de Agricultura.
Já a barragem, inaugurada em maio de 2011, é o único reservatório de água potável de Santa Cruz, usada para abastecer povoados em sítios distantes do Centro. Com a seca, hoje só está com 10% da capacidade.
Entre os dias 14 e 18 de maio, o Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) recebeu R$ 112,5 mil do governo estadual para perfuração de 15 poços com profundidade de 4 a 10 metros. A obras já começaram.
Nos últimos seis anos, a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) fechou pelo menos 32 projetos para oferecer água aos municípios localizados na região do submédio São Francisco. Entre eles está a cidade de Santa Cruz.
Entre os contratos estão a perfuração e recuperação de poços, aguadas, barreiros, barragens públicas na zona rural do município, além da entrega de cisternas. A Codevasf afirma ainda que implantou o sistema de esgotamento sanitário do Centro da cidade.
Luna Markman Do G1 PE, em Santa Cruz

Confira as propostas formuladas pelos participantes dos dois Seminários para a Carta da Amazônia e para a Rio+20:

Confira as propostas formuladas pelos participantes dos dois Seminários para a Carta da Amazônia e para a Rio+20:

Nos dias 03 e 07 de maio, a SEMA realizou os dois momentos do Seminário Estadual Preparatório “Diálogos Sustentáveis: Rumo à Rio + 20”, sendo o primeiro em São Luís, na ALEMA, e o segundo em Imperatriz, na Unisulma. Nestes dias, centenas de participantes dos mais diversos setores da sociedade civil e do governo apresentram as suas propostas para o desenvolvimento sustentável do Estado, a partir dos eixos e subeixos temáticos da Carta da Amazônia.
As propostas foram elaboradas, debatidas e consensuadas nos Grupos de Trabalho dos Seminários e foram encaminhadas ao Fórum da Amazônia, para integrar a versão final da Carta da Amazônia, a ser entregue pelos governos dos nove estados deste bioma durante a Rio+20. Em breve, a versão final da Carta da Amazônia, com a consolidação das propostas de todos os Estados, estará disponível neste site.
Conheça agora as propostas enviadas por cada Grupo de Trabalho:


Fonte:SEMA