terça-feira, junho 12, 2012

Meio Ambiente - Negociadores da Rio+20 estão preparados para discutir "até o último minuto"



Secretário-geral da conferência, Sha Zukang admite que impasses vão dificultar acordos, mas afirma que texto deverá estar pronto antes da cúpula de chefes de estado. "infelizmente é assim, mas tomara que possamos mudar isto desta vez”, disse

O prefeito Eduardo Paes e o secretário-geral da Rio+20, Sha-Zukang, no Centro de Controle da Prefeitura
O prefeito Eduardo Paes e o secretário-geral da Rio+20, Sha-Zukang, no Centro de Controle da Prefeitura (Beth Santos/Divulgação Prefeitura do Rio de Janeiro)
“Em nossa história já é recorrente que nos ponhamos de acordo no último minuto, infelizmente é assim, mas tomara que possamos mudar isto desta vez”
Os três dias reservados para a última rodada de negociação do documento da Rio+20 antes da reunião de cúpula dos chefes de estado não deverão ser suficientes para se chegar a um consenso satisfatório. A constatação é do próprio secretário-geral da ONU para a Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável, Sha Zukang, que na tarde de segunda-feira esteve no Palácio da Cidade, para um encontro com o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB). Apesar de reconhecer as dificuldades envolvidas na negociação, o diplomata chinês disse que está otimista em relação a resultados. Para ele, os impasses entre países com níveis diferentes de desenvolvimento tende a levar a discussão "até o último minuto". Nesta terça-feira, Sha Zukang foi conhecer o Centro de Controle da Prefeitura.


A reunião de negociadores está marcada para começar amanhã, quarta-feira, e terminar na sexta-feira. Em seguida, serão realizados no Riocentro os chamados Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável, antes da reunião de cúpula dos chefes de Estado e de governo, nos dias 20, 21 e 22.
Sha Zukang explicou que, mesmo que não seja possível completar um documento até a próxima sexta-feira, algo que espera que não ocorra, o texto deverá estar pronto antes da cúpula. “Em nossa história já é recorrente que nos ponhamos de acordo no último minuto, infelizmente é assim, mas tomara que possamos mudar isto desta vez”, comentou.

Apesar da dificuldade para se chegar a um consenso, porque os países "têm prioridades diferentes", Zukang afirmou acreditar que a Rio+20 terá "um impacto ainda maior que a Eco-92 para a vida e o futuro das pessoas e a saúde do planeta".

Em resposta às críticas lançadas por diferentes associações ecologistas que argumentam que a Rio+20 perdeu conteúdo ao longo das negociações, Zukang afirmou que tentou incluir 'todos os grupos e setores envolvidos no conceito do desenvolvimento sustentável, incluindo a indústria, a sociedade e as organizações não-governamentais'.

Sobre a ausência de lideranças como Angela Merkel, Barack Obama e David Cameron, o chinês foi cauteloso: "É uma questão soberana de cada país. Não posso dizer se é bom ou ruim, mas Estados Unidos, Grã-Bretanha e Alemanha estarão muito bem representados, em alto nível". O secretário disse compreender ausências por motivos como a crise europeia e as eleições nos Estados Unidos, mas afirmou acreditar em mudanças de última hora.

Lembrando que a Eco-92 teve a participação de 108 chefes de Estado, Zukang disse que representantes de 134 países já estão inscritos para discursos na Rio+20. "Será uma das mais importantes conferências da história das Nações Unidas. Estamos otimistas. Sob a presidência do Brasil, vamos chegar a um bom resultado", afirmou. 
Sha Zukang explicou que, mesmo que não seja possível completar um documento até a próxima sexta-feira, algo que espera que não ocorra, o texto deverá estar pronto antes da cúpula. “Em nossa história já é recorrente que nos ponhamos de acordo no último minuto, infelizmente é assim, mas tomara que possamos mudar isto desta vez”, comentou.
Apesar da dificuldade para se chegar a um consenso, porque os países "têm prioridades diferentes", Zukang afirmou acreditar que a Rio+20 terá "um impacto ainda maior que a Eco-92 para a vida e o futuro das pessoas e a saúde do planeta".

Em resposta às críticas lançadas por diferentes associações ecologistas que argumentam que a Rio+20 perdeu conteúdo ao longo das negociações, Zukang afirmou que tentou incluir 'todos os grupos e setores envolvidos no conceito do desenvolvimento sustentável, incluindo a indústria, a sociedade e as organizações não-governamentais'.

Sobre a ausência de lideranças como Angela Merkel, Barack Obama e David Cameron, o chinês foi cauteloso: "É uma questão soberana de cada país. Não posso dizer se é bom ou ruim, mas Estados Unidos, Grã-Bretanha e Alemanha estarão muito bem representados, em alto nível". O secretário disse compreender ausências por motivos como a crise europeia e as eleições nos Estados Unidos, mas afirmou acreditar em mudanças de última hora.

Lembrando que a Eco-92 teve a participação de 108 chefes de Estado, Zukang disse que representantes de 134 países já estão inscritos para discursos na Rio+20. "Será uma das mais importantes conferências da história das Nações Unidas. Estamos otimistas. Sob a presidência do Brasil, vamos chegar a um bom resultado", afirmou. 
Apesar da dificuldade para se chegar a um consenso, porque os países "têm prioridades diferentes", Zukang afirmou acreditar que a Rio+20 terá "um impacto ainda maior que a Eco-92 para a vida e o futuro das pessoas e a saúde do planeta".
Em resposta às críticas lançadas por diferentes associações ecologistas que argumentam que a Rio+20 perdeu conteúdo ao longo das negociações, Zukang afirmou que tentou incluir 'todos os grupos e setores envolvidos no conceito do desenvolvimento sustentável, incluindo a indústria, a sociedade e as organizações não-governamentais'.

Sobre a ausência de lideranças como Angela Merkel, Barack Obama e David Cameron, o chinês foi cauteloso: "É uma questão soberana de cada país. Não posso dizer se é bom ou ruim, mas Estados Unidos, Grã-Bretanha e Alemanha estarão muito bem representados, em alto nível". O secretário disse compreender ausências por motivos como a crise europeia e as eleições nos Estados Unidos, mas afirmou acreditar em mudanças de última hora.

Lembrando que a Eco-92 teve a participação de 108 chefes de Estado, Zukang disse que representantes de 134 países já estão inscritos para discursos na Rio+20. "Será uma das mais importantes conferências da história das Nações Unidas. Estamos otimistas. Sob a presidência do Brasil, vamos chegar a um bom resultado", afirmou. 
Em resposta às críticas lançadas por diferentes associações ecologistas que argumentam que a Rio+20 perdeu conteúdo ao longo das negociações, Zukang afirmou que tentou incluir 'todos os grupos e setores envolvidos no conceito do desenvolvimento sustentável, incluindo a indústria, a sociedade e as organizações não-governamentais'.
Sobre a ausência de lideranças como Angela Merkel, Barack Obama e David Cameron, o chinês foi cauteloso: "É uma questão soberana de cada país. Não posso dizer se é bom ou ruim, mas Estados Unidos, Grã-Bretanha e Alemanha estarão muito bem representados, em alto nível". O secretário disse compreender ausências por motivos como a crise europeia e as eleições nos Estados Unidos, mas afirmou acreditar em mudanças de última hora.

Lembrando que a Eco-92 teve a participação de 108 chefes de Estado, Zukang disse que representantes de 134 países já estão inscritos para discursos na Rio+20. "Será uma das mais importantes conferências da história das Nações Unidas. Estamos otimistas. Sob a presidência do Brasil, vamos chegar a um bom resultado", afirmou. 
Sobre a ausência de lideranças como Angela Merkel, Barack Obama e David Cameron, o chinês foi cauteloso: "É uma questão soberana de cada país. Não posso dizer se é bom ou ruim, mas Estados Unidos, Grã-Bretanha e Alemanha estarão muito bem representados, em alto nível". O secretário disse compreender ausências por motivos como a crise europeia e as eleições nos Estados Unidos, mas afirmou acreditar em mudanças de última hora.
Lembrando que a Eco-92 teve a participação de 108 chefes de Estado, Zukang disse que representantes de 134 países já estão inscritos para discursos na Rio+20. "Será uma das mais importantes conferências da história das Nações Unidas. Estamos otimistas. Sob a presidência do Brasil, vamos chegar a um bom resultado", afirmou. 
Lembrando que a Eco-92 teve a participação de 108 chefes de Estado, Zukang disse que representantes de 134 países já estão inscritos para discursos na Rio+20. "Será uma das mais importantes conferências da história das Nações Unidas. Estamos otimistas. Sob a presidência do Brasil, vamos chegar a um bom resultado", afirmou. 


(Com Agência Estado e EFE)
Fonte: Veja

EDUCAÇÃO AMBIENTAL


Política dos 5 R’s 


A mudança de comportamento para a preservação ambiental


Os diversos problemas ambientais gerados pelo modo de produção e consumo da sociedade capitalista fazem com que haja a necessidade de uma mudança comportamental da população. Nesse sentido, vem se intensificando os projetos de educação ambiental e políticas para a preservação do meio ambiente. O comportamento individual é muito importante nesse processo, e a política dos 5 R’s foca mudanças de atitudes individuais.
A política dos 3 R’s é conhecida por muitas pessoas, e consiste no ato de Reduzir, Reutilizar e Reciclar os resíduos produzidos pela população. No entanto, visando a uma consciência ambiental mais ampla, focada na mudança de comportamento de cada indivíduo para atingir uma reversão coletiva, foi desenvolvida a política dos 5 R’s (Responsabilidade, Redução, Reutilização, Reciclagem, Revolução). Responsabilidade – consiste na consciência ambiental em escala local e global, ou seja, ter atitudes ambientalmente corretas em qualquer que seja o local. É a responsabilidade de adquirir e praticar ações em defesa do Meio Ambiente.
Redução – reduzir os pensamentos e sentimentos egoístas, tendo atitudes que não prejudiquem o meio ambiente e qualquer tipo de ser vivo.
Reutilização – despertar a consciência ambiental que muitas vezes fica “esquecida” ao tomarmos algumas decisões, sendo de fundamental importância, a reutilização de valores e princípios que possam contribuir para a preservação do meio ambiente.
Reciclagem – reproduzir pensamentos e atitudes que promovam uma percepção da vida (do planeta) e suas influências no cotidiano social. Atuando em defesa do meio ambiente para a manutenção da vida na Terra.
Revolução ética – vivência no dia a dia, adotando novos padrões de conduta na vida pessoal, familiar, profissional e social, e estar sempre em contato com a natureza.
Portanto, a política dos 5 R’s sugere mudanças comportamentais de modo a assegurar a qualidade de vida na Terra, promovendo a preservação e conscientização ambiental, além de demonstrar que o homem também é parte integrante do meio ambiente.

Por wagner de cerqueira e francisco

Fonte: Mundo Educação

segunda-feira, junho 11, 2012

POLUIÇÃO


Poluição Hídrica


Rio poluído



A poluição hídrica, também conhecida como poluição das águas, é caracterizada pela introdução de qualquer matéria ou energia responsável pela alteração das propriedades físico-químicas de um corpo d’água. Os principais responsáveis por esse tipo de poluição são os lançamentos de efluentes industriais, agrícolas, comerciais e esgotos domésticos, além de resíduos sólidos diversos. Isso compromete a qualidade das águas superficiais e subterrâneas, afetando a saúde de espécies animais e vegetais em vários pontos do planeta.

Os prejuízos desse processo são imensos, além de comprometer a qualidade da água para abastecimento, ocorre a morte de espécies aquáticas, além da proliferação de doenças como a febre tifoide, meningite, cólera, hepatites A e B, entre outras. Outros fatores negativos da poluição hídrica são: odor, grande concentração de mosquitos e eutrofização (quando o esgoto é lançado nos meios aquosos, o excesso de nutrientes provoca o crescimento de algas, impedindo a passagem da luz e a transferência do oxigênio atmosférico para o meio aquático).

Lançamento de efluente sem tratamento
Os nitratos presentes nos fertilizantes e os dejetos humanos e animais também contaminam as águas subterrâneas, que abastecem diversas populações. Isso ocorre principalmente nas áreas de intensa atividade agrícola, industrial e nos locais que não possuem saneamento básico.

O saneamento básico não foi uma preocupação dos políticos ao longo da história, muitos países, principalmente os em desenvolvimento, apresentam baixas porcentagens de saneamento ambiental. No Brasil, por exemplo, mais da metade do esgoto não passa por tratamento antes de ser despejado em rios, lagos e mananciais.

Algumas medidas para minimizar a poluição hídrica são:
- Maiores investimentos para instalação de estações de tratamento de esgoto;
- Intensificação na fiscalização de indústrias;
- Educação ambiental para a população em geral;
- Utilização de produtos químicos na agricultura menos agressivos ao meio ambiente.

Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Equipe Brasil Escola

domingo, junho 10, 2012

BELO MONTE X RIO + 20


Belo Monte: a sombra da Rio+20


No momento em que o Brasil se prepara para a cúpula da ONU Rio+20, que vai discutir a sustentabilidade do planeta, a hidrelétrica Belo Monte, orçada em cerca de 13 bilhões de dólares, é um claro exemplo dos dilemas de uma grande economia que, para crescer, investe em projetos polêmicos do ponto de vista ambiental e social.



                       
Fonte: Carta Capital (Digital)

Rio+20


Um grande pântano bloqueia o caminho para o Rio

Por Thalif Deen, da IPS, para a Envolverde

O secretário-geral da Rio+20, Sha Zukang, mantém o otimismo: “percebo um diálogo real”. Foto: UN Photo/Rick Bajornas
Após uma semana de intensas negociações, o Comitê Preparatório (PrepCom), que elabora o documento final da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, não chegou a um acordo e adiou a decisão final para sua última sessão, no Brasil. E se essas gestões também terminarem sem êxito, como ocorreu com todas as anteriores, o texto poderá acabar sendo negociado diretamente pelos chefes de Estado e de governo presentes na Rio+20, realizada entre 20 e 22 deste mês no Rio de Janeiro.
Este seria um raro fato para este tipo de cúpula, onde os mandatários simplesmente comparecem para apoiar os planos cujos detalhes já foram negociados antes por suas delegações diplomáticas, comentou uma fonte da Organização das Nações Unidas (ONU). Além disso, a direta intervenção dos líderes no texto final é justamente o que tenta evitar o secretário-geral do fórum mundial, Ban Ki-moon.
“Devemos estar determinados a encarar os temas difíceis agora, que são 100% dos temas, em lugar de ficarmos patinando até o Rio”, alertou Ban no mês passado. Simplesmente, “precisamos de um documento final negociado antes que comece a Rio+20, para assegurar a participação de alto nível pela qual tanto trabalhamos”, acrescentou. Ban Ki-moon também exortou claramente os Estados-membros a “mostrarem a flexibilidade necessária para alcançar um acordo em todos os temas substanciais e concluírem o documento final antes da conferência no Rio”.
Entretanto, o chamado não foi ouvido. A sessão final de três dias do PrepCom, integrada pelos 193 Estados-membros da ONU, acontecerá entre os dias 13 e 15 deste mês. A cúpula oficial será precedida por reuniões da Cúpula dos Povos sobre a Rio+20 pela Justiça Social e Ambiental, que será realizada entre 15 e 23 deste mês, paralela à Conferência. Apesar da paralisação das negociações, a ONU expressou, no dia 4, sua confiança de que o documento final estará concluído antes de começar a cúpula. “Vejo um diálogo real, uma verdadeira disposição para encontrar um terreno comum”, declarou o secretário-geral da Rio+20, Sha Zukang. “Este espírito é esperançoso, e devemos levá-lo ao Rio”, destacou.
O embaixador da Coreia do Sul junto às Nações Unidas e copresidente do PrepCom, Kim Sook, também mostrou otimismo sobre as negociações. “Conseguimos muito”, afirmou em uma declaração divulgada no dia 4. Antes da última rodada de negociações, apenas 6% do texto estava aprovado, recordou. Agora, os parágrafos acordados representam mais de 20% do documento, e há muitos que estão perto de serem acordados. Por sua vez, Patricia J. Lerner, conselheira política da organização Greenpeace Internacional, se mostrou cética, afirmando à IPS que a ONU parece mais preocupada com o número de parágrafos acordados do que com os conceitos.
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De todo modo, Sha insiste em seu otimismo: “podemos dar ao mundo um documento final digno da assinatura de nossos chefes de Estado e de governo”. Sha também cobrou trabalho por “resultados concretos e dirigidos à ação, que consigam avanços em temas importantes, como segurança alimentar, agricultura sustentável, energia, oceanos, igualdade de gênero, empoderamento das mulheres e educação”. E deve haver avanços nas formas de implantação, como iniciativas para fortalecer o financiamento, a transferência de tecnologias e a construção de capacidades, apontou. Entretanto, segundo fontes diplomáticas, alguns destes temas continuam provocando divisões, particularmente entre o Sul em desenvolvimento e o Norte industrializado.
Ao falar no encerramento da PrepCom no dia 2, Sha assegurou que a ONU estaria em posição de lançar um processo no Rio de Janeiro para definir metas de desenvolvimento a partir de 2015. Admitiu apenas uns “poucos temas cruciais” não resolvidos, entre eles o processo para elaborar as Metas de Desenvolvimento Sustentável, como integrar nestas a dimensão ambiental, econômica e social, e, talvez o mais importante, as áreas prioritárias onde fixar objetivos. A Rio+20 também poderá fazer uma diferença se conseguir um acordo para troca de experiências e conhecimento em economia verde, bem como ferramentas para o desenvolvimento sustentável e a erradicação da pobreza, concluiu Sha.
Envolverde/IPS

sábado, junho 09, 2012

Rio+20 é desconhecida de 78% dos brasileiros





Um estudo divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente na manhã desta quarta-feira revelou que 78% da população brasileira desconhecem a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. A pesquisa "O que o brasileiro pensa do meio ambiente e do consumo sustentável" ouviu mais de duas mil pessoas de todo o País. O levantamento também indicou que o meio ambiente é apenas o sexto principal problema do Brasil, apontado por 13% dos entrevistados. Os três maiores problemas são a situação da saúde, apontada por 81% dos entrevistados, seguida da violência (65%) e do desemprego (34%).

Mesmo com esse resultado, a  ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, destacou que houve avanço. Na Eco 92, quando foi realizada a primeira pesquisa, apenas 6% dos brasileiros conheciam o evento. Hoje, são 22%. "Em 1992, o meio ambiente sequer aparecia na lista de prioridades. Considerando que estamos falando de todo o Brasil, este índice não é baixo. Ele representa 40 milhões de pessoas", afirmou.

De acordo com o novo levantamento do Ministério, os brasileiros também desconhecem os principais conceitos discutidos no evento. A noção de consumo sustentável é ignorada por 66% do público, e o desenvolvimento sustentável por 55% da população. Os pesquisadores percorreram casas em áreas urbanas e rurais de todas as regiões e entrevistaram pessoas maiores de 16 anos. "É muito preocupante que a população não esteja alertada. Se ela não assume sua responsabilidade cidadã, nós efetivamente não vamos conseguir alterar o padrão em que a gente vive", afirmou Moema Miranda, uma das organizadoras da Cúpula dos Povos. "É como se isso não afetasse as pessoas no cotidiano".

Além da percepção sobre a Rio+20, a pesquisa também questionou os hábitos dos brasileiros em relação às questões ambientais, ao consumo, a separação e reciclagem do lixo. O estudo indicou que 51% da população aceitariam pagar pela preservação da floresta Amazônica e que as belezas naturais são o principal motivo de orgulho do brasileiro para 28%.

Por outro lado, mais da metade (52%) dos entrevistados não separam o lixo em suas casas e 58% não têm costume de levar sacolas retornáveis ao supermercado. Dentre os problemas identificados pelo público, o desmatamento é considerado o mais grave (67%). A poluição dos rios e lagoas (47%) e do ar (36%), o volume do lixo (28%) e o desperdício de água (10%) também foram citados.

A responsabilidade sobre os problemas, segundo os entrevistados, é dos governos estadual, municipal e federal, respectivamente. A responsabilidade individual ocupa apenas a quarta colocação, indicada por 46% do público. "Em 20 anos, o brasileiro deixou de desconhecer o ambiente. Agora é hora de olhar pra os deveres e não só para os direitos", afirmou a ministra Izabella Teixeira.

(Com Agência Estado)

Fonte: Revista Veja - (Digital)

sexta-feira, junho 08, 2012

INTERNACIONAL

Hollande adverte para risco de fracasso da Rio+20

Para presidente francês, outras 'urgências' podem comprometer sucesso da conferência, que acontece nos dias 20, 21 e 22 de junho



O presidente francês, François Hollande,vai participar da Rio+20 (Kenzo Tribouillard/AFP)

O presidente francês, François Hollande, alertou nesta sexta-feira em Paris para o "risco de fracasso" da Rio+20, a reunião de cúpula no Rio de Janeiro sobre o desenvolvimento sustentável, que acontece nos dias 20, 21 e 22 de junho. Hollande, que pretende comparecer ao evento, destacou a ameaça de uma divisão entre os países.

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Secretário-geral da ONU pede pressa aos países que participam da Rio+20

"A conferência do Rio será difícil, sabemos que há riscos. Riscos de que se pronunciem palavras que não serão cumpridas com atos, o risco da divisão entre países desenvolvidos, países emergentes, países pobres, o risco de fracasso porque pode haver outras urgências", disse Hollande. "O mundo está agora centrado na crise econômica, na crise financeira, está inquieto a respeito de um certo número de conflitos, como o da Síria", completou o presidente francês na abertura de um fórum em Paris sobre meio ambiente.

Hollande também advertiu que a possibilidade de fracasso da conferência no Rio de Janeiro pode ser provocada por "uma forma de indiferença". "O fracasso pode ser o produto de uma forma de desenvoltura, de indiferença, de ligeireza, a tentação cômoda de ignorar os perigos, que no entanto estão ali: a crise da biosfera", destacou.


(Com AFP)

Fonte:Revista Veja Digital