terça-feira, março 03, 2015

Sistema Cantareira

O Cantareira constitui o maior sistema produtor de água da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), responsável pelo abastecimento de cerca de nove milhões de pessoas na Capital e nos municípios de Franco da Rocha, Francisco Morato, Caieiras, Guarulhos (parte), Osasco, Carapicuíba, Barueri (parte), Taboão da Serra (parte), Santo André (parte) e São Caetano do Sul. Além disso, a água liberada a jusante (abaixo) dos reservatórios do Sistema Cantareira contribui para a regularização dos rios Jaguari, Cachoeira e Atibainha, na bacia do rio Piracicaba, onde existem diversas captações para abastecimento urbano e industrial.
O Sistema Cantareira abrange seis reservatórios, ligados por túneis e canais: Jaguari-Jacareí, Cachoeira, Atibainha, Paiva Castro e Águas Claras. Os quatro primeiros estão localizados em afluentes do rio Piracicaba, que fica na bacia hidrográfica do PCJ (Piracicaba, Capivari e Jundiaí) e os dois últimos reservatórios, localizados na bacia hidrográfica do Alto Tietê, têm o objetivo de reter e transpor água para a Estação de Tratamento de Água (ETA) Guaraú.
Devido aos critérios de dominialidade das águas estabelecidos pelo artigo 20, inciso III, e pelo artigo 26, inciso I da Constituição Federal, duas das barragens são de gestão federal (Jaguari e Cachoeira) e as demais (Jacareí, Atibainha, Paiva Castro e Águas Claras) são de gestão do estado de São Paulo.
Em 1974, o Ministério de Minas e Energia (MME) concedeu a primeira autorização à Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) para o uso das águas do Cantareira. Com a criação da ANA, em 2000, esta atribuição passou a ser da agência federal que, em articulação com o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE) e com o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM), formalizou uma proposta de condições de operação dos reservatórios do Sistema.
Durante o primeiro processo de renovação da outorga, em 2004, por delegação da ANA, por meio da Resolução ANA nº 429/2004, o DAEE emitiu, por meio da Portaria DAEE nº 1213, de 6 de agosto de 2004, a segunda outorga à Sabesp autorizando o uso dos recursos hídricos do Sistema Cantareira, para fins de abastecimento público, com prazo de dez anos.
Desde então, ANA e DAEE definem, em conjunto e dentro de suas atribuições legais, as normas e regras que determinam a operação do Sistema Cantareira. Esta, por sua vez, é realizada pela Sabesp, responsável por observar as restrições estabelecidas e comunicar os casos de necessidade de operação emergencial.
O acompanhamento da situação do Sistema Cantareira é realizado pela ANA e DAEE por meio dos dados de níveis d’água das estações fluviométricas e linimétricas nos pontos de controle, mantidos e operados pela Sabesp. Há também a rede de monitoramento do DAEE que está sendo ampliada e modernizada com o apoio da Agência Nacional de Águas.

Acompanhe abaixo os documentos relacionados à gestão do Sistema Cantareira:

Fonte: ANA
Resolução reduz vazão mínima afluente à barragem de Santa Cecília (RJ) até 30 de junho
2/3/2015
Rio Paraíba do Sul (RJ)
chamada
O Diário Oficial da União desta segunda-feira, 2 de março, publica a Resolução nº 145/2015, da Agência Nacional de Águas (ANA), que determina a redução da vazão mínima afluente à barragem de Santa Cecília, em Barra do Piraí (RJ), de 190 para 110m³/s. Esta nova vazão substitui a de 140m³/s, que vinha sendo adotada desde dezembro de 2014. A medida valerá até 30 de junho e tem como objetivo preservar os estoques de água disponíveis no reservatório equivalente da bacia do Paraíba do Sul, composto pelas represas de Paraibuna, Santa Branca, Jaguari e Funil. O controle da redução em Santa Cecília será realizado através da soma da vazão defluente de Santa Cecília com a de Pereira Passos.

Até 30 de junho, a descarga mínima a jusante (rio abaixo) do reservatório de Santa Branca deverá passar de 40 para 34m³/s. Em Funil, a vazão mínima passará de 80 para 70m³/s. Na represa Jaguari, a redução será de 10 para 4m³/s. Estes três reservatórios estão a montante (rio acima) de Santa Cecília. Acesse aqui o mapa completo do Sistema Hidráulico do Rio Paraíba do Sul.

A decisão considerou a atual situação hidrometeorológica desfavorável da região, além de documentos do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e do Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (Ceivap). A Resolução ANA nº 145/2015 também leva em conta a importância da bacia do Paraíba do Sul para o abastecimento de várias cidades – entre elas as que compõem a Região Metropolitana do Rio de Janeiro – e a necessidade das regras de operação dos reservatórios preservarem os usos múltiplos da água.

A redução de vazão será acompanhada de avaliações periódicas dos impactos da medida sobre os diversos usos da água na bacia, que deverão observar: a partição da diminuição de vazão que fluirá a jusante (abaixo) da barragem de Santa Cecília e da vazão de bombeamento para o rio Guandu. Estas análises serão feitas pela ANA, pelo ONS e pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro. O Ceivap e o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Guandu darão apoio às avaliações.

As concessionárias responsáveis pela operação dos reservatórios deverão promover ampla divulgação, sobretudo nas cidades ribeirinhas, das reduções de vazão a serem praticadas.

Histórico das reduções
   
Desde maio de 2014, a ANA vem autorizando reduções da vazão mínima afluente à barragem de Santa Cecília, que passou de 190 para 173m³/s. Desde então, outras resoluções foram publicadas autorizando novas reduções, passando por 165m³/s (em julho) e160m³/s (em setembro) até o patamar de 140m³/s, que vinha sendo adotado desde dezembro.

A bacia do Paraíba do Sul

A bacia do rio Paraíba do Sul tem uma área de aproximadamente 62.074km² e abrange 184 municípios, sendo 88 em Minas Gerais, 57 no Rio de Janeiro e 39 em São Paulo. O rio Paraíba do Sul resulta da confluência dos rios Paraibuna e Paraitinga, que nascem no Estado de São Paulo, a 1.800 metros de altitude. O curso d’água percorre 1.150km, passando por Minas, até desaguar no Oceano Atlântico em São João da Barra (RJ). Os principais usos da água na bacia são: abastecimento, diluição de esgotos, irrigação e geração de energia hidrelétrica. Saiba mais sobre a bacia do Paraíba do Sul em:http://www2.ana.gov.br/Paginas/servicos/outorgaefiscalizacao/RioParaibadoSul.aspx.
Texto:Raylton Alves - ASCOM/ANA
Foto: Zig Koch / Banco de Imagens ANA

domingo, janeiro 06, 2013

Transformação responsavel

Pallets velhos são transformados em moradias para refugiados



Um grupo de quatro ou cinco pessoas é capaz de construir um destes abrigos em uma semana, utilizando apenas ferramentas manuais. | Foto: Divulgação
As arquitetas Azin Valy e Suzan Wines, no escritório norte-americano I-Beam são as responsáveis por um projeto que cria moradias para refugiados, reaproveitando pallets usados. A ideia resolve dois problemas de uma só vez: a falta de moradia e a quantidade de materiais descartados indevidamente em aterros sanitários.
A ideia de usar os pallets como matéria-prima para a construção das casas deve-se à praticidade do material e ao baixo custo que eles representam. As residências são pequenas, com aproximadamente 20 m2. Cada uma delas pode ser construída com 80 pallets reaproveitados.
As paredes internas e externas das casas são preenchidas com uma pequena tela de isopor, para conter os ventos e a chuva. Em regiões em que o mau tempo predomina é possível usar placas de isopor mais resistentes para aumentar a proteção.
De acordo as arquitetas, um grupo de quatro ou cinco pessoas é capaz de construir um destes abrigos em uma semana, utilizando apenas ferramentas manuais. O projeto ganhou Menção Honrosa em um concurso para a concepção de alojamentos provisórios para refugiados que regressam do Kosovo.
“O nosso objetivo também foi o de desenvolver uma solução para moradias permanentes, para servirem não só aos refugiados em zonas de risco, mas também como uma solução modular, pré-fabricada para habitação a preços acessíveis e que podem melhorar a vida das pessoas em qualquer lugar”, informaram as arquitetas ao site Daily Mail.
Elas exaltam as características sustentáveis dos pallets, como o baixo preço, o pouco impacto ambiental, a vasta disponibilidade e a facilidade no transporte, que o torna acessível em qualquer local. Com informações do Daily Mail.

Fonte:Redação CicloVivo

sábado, janeiro 05, 2013

Hospital sustentável

Escritório dinamarquês projeta hospital sustentável
 
O projeto começará a ser desenvolvido no ano que vem, para abrigar um complexo hospitalar e a 
Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Aalborg. | Foto: Divulgação
O Hospital Universitário de Aalborg foi projetado por arquitetos de um escritório dinamarquês, que levaram em conta alguns princípios de sustentabilidade, como o uso da luz natural nos ambientes internos e o aproveitamento total dos espaços de convivência.
O projeto vai abrigar um complexo hospitalar e a Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Aalborg. Financiadas pelo governo dinamarquês, as obras terão início no ano que vem. A conclusão do empreendimento está prevista para 2020. A proposta dos arquitetos é construir uma estrutura que beneficie a todos os usuários do hospital, valorizando mais o meio ambiente, do que a formalidade dos médicos.
O complexo de 330 mil metros quadrados rendeu um prêmio aos arquitetos do escritório Schmidt Hammer Lassen Architects, que desenvolveram o projeto. Para os jurados do Indigo Consortium, que elegeram a criação, o principal atrativo do hospital sustentável é a humanização do espaço, que permite várias maneiras de integração entre as pessoas. A Ata do Júri informou que “a união dos arquitetos conseguiu criar um hospital funcional e acolhedor, em relação à escala humana, tanto nos espaços internos, como nos espaços externos”. 
As vias de circulação do hospital foram projetadas para promover a integração entre os usuários. Nos ambientes externos, as ruas e os pátios são arborizados, e, quando se encontram, formam diversos espaços que podem ser ocupados pelas pessoas. 
Já nos ambientes internos, em que ficarão acomodados os pacientes e seus familiares, foram adotadas estratégias para reforçar a paisagem do lado de fora, a fim de proporcionar maior interação com as características ambientais da região e permitir que a estrutura interna receba mais luminosidade natural, reduzindo, assim, o consumo de energia. Todos os ambientes do complexo serão interligados por uma rua principal, que priorizará o acesso os atendimentos de emergência. 
 
Fonte:Redação CicloVivo

Cidades do Futuro

TOP 5 – Cidades do Futuro
 
1. Chengdu Tianfu – O paraíso chinês
O projeto é assinado pelo escritório arquitetônico norte-americano Adrian Smith + Gordon Gill, que garante querer transformar uma área de 320 hectares em uma “grande cidade do futuro”.
A proposta apresenta soluções para problemas comuns ao país com a maior população do mundo, como a dificuldade em locomoção, poluição, energia e emissão de gases de efeito estufa. O complexo tem capacidade para abrigar até 80 mil pessoas, mesclando espaços residenciais, comerciais e de lazer.

Clique aqui e veja todos os detalhes deste projeto.

2.            Ilha sustentável em Istambul
Esta talvez seja a ideia mais desafiadora desta lista. O principal motivador para a construção de uma ilha sustentável foi a necessidade de encontrar uma alternativa para os resíduos retirados da escavação de um canal entre o Mar Negro e o Mar de Mármara.
O arquiteto israelense Dror Benshetrit é o responsável por este verdadeiro monumento. A “cidade” ainda deve servir como solução para outros problemas, como a alta densidade demográfica da capital turca. A ilha terá a aparência de colinas em alto mar e os moradores têm a garantia de que conseguirão se locomover por qualquer ponto da ilha em até 12 minutos.

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3. Bairro à prova d’água em Copenhague
Esta área de 50 mil metros está localizada na capital dinamarquesa e foi pensada por um escritório de arquitetura local com o intuito de ter estruturas que suportem os eventos resultantes das mudanças climáticas.
Quando se fala nas consequências ambientais, além do superaquecimento do planeta, muitos cientistas apontam para o aumento nas precipitações. Diante disso, o projeto de Copenhague pretende mostrar como é possível organizar a cidade de maneira a gerenciar a água da chuva e aproveitar da melhor maneira possível o espaço disponível.
O bairro mescla áreas construídas com muito espaço verde, estruturas para o armazenamento de água, ciclovias e novas tecnologias.

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4. Arboleda – Bairro sustentável de luxo no México
Este projeto foi idealizado para uma das cidades mais prósperas da América Latina, San Pedro Garza Garcia. O complexo, assim como as outras cidades do futuro, foi planejado para ter uso misto, ou seja, será usado para atividades comerciais, residenciais e de lazer.
Serão três grandes torres residenciais, dois prédios comerciais, lojas, restaurantes, hotel, centro cultural e muita área verde. Além de toda a estrutura interna que o complexo oferece os moradores ainda contam com um belo pano de fundo formado pelas montanhas de Sierra Madre.

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5. Parque da Cidade – São Paulo
As construções do futuro não estão restritas aos estrangeiros, elas também chegaram ao Brasil e com muita força. O Parque na Cidade também é um bairro que segue os padrões de uma cidade do futuro. O mais interessante é que ele já está em fase de construção na zona sul da cidade de São Paulo.
A área total do projeto é de 80 mil metros quadrados, dos quais 22 mil serão compostos apenas por áreas verdes, com 30 mil árvores e um lago. O complexo ainda conta com empreendimentos corporativos, shopping, hotel e uma área residencial, para que as pessoas possam morar e trabalhar praticamente no mesmo local, como é o padrão do futuro. As ruas do Parque da Cidade darão prioridade à acessibilidade e aos pedestres, para incentivar a prática de atividades físicas. Os motoristas também contarão com postos de recarga de veículos elétricos e os ciclistas terão ciclovias a seu dispor. A redução nos gastos energéticos e no uso de água foram priorizados em toda a concepção da estrutura.

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Fonte:Redação CicloVivo

Desastre ambiental no RJ

Empresa de Eike Batista é acusada por desastre ambiental no RJ
 
A empresa LLX, do brasileiro Eike Batista, é acusada de ser responsável pela salinização da lagoa de Iquiparí. | Foto: Fiesp/Flickr
A empresa LLX, do brasileiro Eike Batista, é acusada de ser responsável pela salinização da lagoa de Iquiparí, em São João da Barra (RJ). Em consequência disso os agricultores da área perderam parte da produção e existe o risco de desertificação da região.
O impacto ambiental foi identificado por pesquisadores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) e ocorreu após a construção do porto do Açu, pela LLX. A possível causa para a salinização está associada à areia dragada do mar e depositada às margens da represa.
De acordo com os especialistas, a areia retirada para aumentar a profundidade do mar e do canal para a passagem dos navios vem carregada de grande volume de água do mar. Até o momento já foram retirados 31 bilhões de litros de areia e a água residual pode ter escorrido para o reservatório de água doce.
Conforme informado na denúncia feita pela Folha de S. Paulo, o caso está sob investigação dos ministérios públicos Federal e Estadual. Mesmo com as análises técnicas feitas pela universidade, a empresa se defende, dizendo que possui um sistema próprio de drenagem que leva a água contida na areia diretamente para o mar.
Outra informação dada pela empresa é de que a água já apresentava altos níveis de salinidade antes mesmo de o porto ser construído. Os agricultores locais, por sua vez, informam que sempre utilizaram a água do canal de Quitingute e nunca tiveram problemas. As anomalias e perda da produção ocorreram após o início das obras. O nível de salinidade adequado é de 0,14. Atualmente o canal usado para a irrigação dos cultivos locais apresenta salinidade em 2,1. Com informações da Folha.
 

Fonte: Redação CicloVivo

Cidade nos EUA proíbe a venda de garrafas de água

Cidade nos EUA proíbe a venda de garrafas de água

 
 
Está proibida a venda de garrafas de água em Concord, nos EUA. Os cidadãos que infringirem a lei podem levar advertências e multas de até 50 dólares. | Foto: zone41/Flickr
Os ativistas da cidade de Concord, em Massachusetts, nos EUA, convenceram a prefeitura do município a proibir a venda de garrafas PET na cidade. A medida é resultado de uma que campanha que incentiva o consumo da água das torneiras e combate o desperdício das garrafinhas descartáveis.
A decisão da prefeitura só veta a venda do PET com conteúdo menor ou igual a um litro, uma vez que as garrafinhas de água causam vários danos ao meio ambiente. De acordo com os ativistas que lideraram a campanha, chamada de “Ban the Bottle”, o engarrafamento produz, diretamente, mais de 2,5 milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano, sem contar os recursos de transporte e armazenamento da água. Além disso, os ativistas também apuraram que, só em 2007, a população dos EUA comprou mais de 50 bilhões destas unidades.
A lei, que passou a vigorar no primeiro dia de 2013, pune os cidadãos que vendem estas garrafas. O órgão fiscalizador da medida é a Divisão de Saúde de Concord, que vai dar advertências aos transgressores e aplicar multas aos reincidentes – que variam de US$ 25 (na primeira reincidência) até US$ 50 (para infrações recorrentes).
Com a ação punitiva, as autoridades públicas de Concord esperam que os habitantes do município estadunidense passem a consumir com mais frequência a água dos bebedouros instalados nos locais públicos, além de incentivar a redução da produção das garrafas d’água.
Embora a determinação revele que as autoridades públicas estão preocupadas com o meio ambiente, nem toda a população de Concord está contente com a nova lei. De um lado, as indústrias do setor alegam que as garrafinhas de água incentivam as pessoas a adotarem um estilo de vida moderno e saudável. De outro, os comerciantes vão perder alguns clientes, que conseguem comprar as garrafinhas em localidades bem próximas de Concord. Com informações do The Huffington Post. 


Fonte: Redação CicloVivo

domingo, novembro 25, 2012

"Arquitetura vegetariana"


Igreja construída por Simón Velez na Colômbia. Inspiração veio do caimento natural dos caules do bambu. Foto: Acervo Simón Velez
Simón Veléz, arquiteto colombiano, é um especialista em construir obras de grande porte com bambu. Com projetos em mais de 10 países, ele utiliza o chamado “aço vegetal” para erguer teatros, pontes, igrejas e até terminais rodoviários, que se distinguem pela aparência de leveza das suas estruturas.

Na sabedoria do Oriente, o bambu é tido como um material que acalma quando usado para revestir interiores. Por qualidades como estas, Veléz defende sua inclusão como um recurso que, brinca, pode levar a uma "dieta mais balanceada" no menu de materiais arquitetônicos.

Durante o Encontro de BioArquitetura (EBA 2012), realizado entre 8 e 10 de novembro em Nova Friburgo, ele discorreu sobre as técnicas que utiliza e que o tornaram uma referência no assunto. Em seguida, os Xavantes presentes mostraram como se constrói uma oca.

Técnica sem improviso

O uso do bambu pode soar como uma prática artesanal, mas, ao contrário, trata-se de refinada técnica. Veléz é meticuloso e trabalha em parceria com engenheiros para garantir a robustez dos seus projetos.

No Expo Shangai 2010, ele projetou e construiu o pavilhão da Índia, uma metáfora do mercado e do templo, o último coberto por um grande domo, claro, todo construído de bambu. Para aguentar estruturas com pesos de até 250 kg por m2, como foi o caso desse projeto, o segredo de Veléz é injetar cimento diluído com água, dentro dos colmos (nome dado aos segmentos ocos do caule do bambu) antes das perfurações com parafusos. Dessa forma, evitam-se rupturas de conexões, sem diminuir a flexibilidade do material.

Outra peculiaridade é utilizar os rizomas do bambu - parte mais forte da planta e geralmente encurvada - para obter “figuras primitivas” no acabamento de tetos e paredes. Veléz trabalhou essa solução em sedes de fazendas, casas particulares e lobbys de hotéis.




Para afastar os fungos que levariam à decadência das estruturas,  sua equipe aplica injeções de cipermetrina, um inseticida biodegradável, nos entrenós das centenas ou até milhares de ripas utilizadas. Para impedir a transmissão da humidade do solo, a ponta dessas ripas é isolada por suportes de aço inox. O contato com a terra reduziria a vida útil do bambu.

Além do visual orgânico, suas obras evitam materiais não renováveis.  O bambu cresce rápido e, por isso, é fácil de repor. Essa velocidade o transforma em um bom sequestrador de carbono da atmosfera. Há espécies de bambu que crescem em média 23 centímetros por dia.

Durante a conferência, Veléz disse: “Incentivo uma dose mais vegetariana a essa arquitetura mineral que apenas usa cimento, aço, vidro e ladrilho. É como na culinária, que se vêm incentivando o consumo de mais proteína vegetal, em vez da animal".

Oficina de Oca

No último dia do Encontro de BioArquitetura, no município de Bom Jardim, 4 índios Xavantes se uniram a monitores do Tibá (Centro de Tecnologia Intuitiva e BioConstrução) para construir uma oca.

Peter van Lengen , curador do evento, explicou aos cerca de 50 participantes que houve uma mistura de métodos na preparação do protótipo. “Fizemos uma fundação de pedras, técnica típica de 'não-índios', para reforçar a base da casa e impedir que o revestimento entre em contato com a umidade do chão, garantindo durabilidade.”

As paredes da oca foram feitas de pau-a-pique de bambu, amarrado com fibras internas do caule de árvores, cobertas com uma inusitada mistura de terra, água e esterco de equinos.

Lengen explicou que os 25% de esterco contidos no material das paredes produz uma reação química com a argila da terra, transformando-se em um concreto natural bastante resistente à erosão.


Eco-lodge Crosswaters, na China. Foto: Acervo Simón Velez    Arquitetura ritual

O formato circular adotado na construção foi uma referência à cultura indígena. Um dos Xavantes explicou que em suas aldeias as ocas também estão dispostas em círculo, de forma que o espaço entre elas se torne um local de encontros e comemorações.

No centro da oca, um tronco de pau-canela fez o papel de coluna estrutural. A distância dali até as paredes foi medida da maneira mais simples e funcional: igual ao comprimento de uma rede de dormir.

A forragem do teto com fardos de folhas de palmeira foi uma novidade que os índios apresentaram aos “Tibanos” – como são chamados os aprendizes do centro. Segundo Lengen, funcionou como inversor térmico, mantendo o ambiente mais fresco em dias quentes. “O que fizemos aqui foi um brinquedo. Com mais tempo e material poderíamos fazer uma ótima casa ou restaurante”, disse.



Reconstrução

Thiago Mello, diretor do Instituto Serrano de Economia Criativa (ISEC), um dos parceiros do evento, acredita que casas bioconstruídas seriam soluções mais inteligentes para pessoas desalojadas pela enxurrada de 2011, ocorrida em Nova Friburgo. “Fomos vítimas da maior catástrofe natural do Brasil e podemos nos tornar paradigmáticos reconstruindo áreas da cidade segundo princípios da permacultura, que são conscientes ecologicamente e estimulam princípios de economia localizada.”


Mello conta que o ISEC fez um acordo com o Sindicato de Construtores de Nova Friburgo (Sinduscon) para promover à diminuição de resíduos, através da capacitação dos construtores, e, também, para ajudá-los a obter certificações ambientais para as novas construções. “Empreiteiros da cidade estão assistindo as palestras. Fomentar a assimilação desses novos conceitos é um resultado positivo desse encontro”.


Apesar dos esforços, Mello declara que a resistência a mudanças pode estar próxima: “Estou em vias de construir minha casa e abraço essas propostas, já minha esposa, nem tanto”.


Fonte: ((O)) Eco
Gabriela Machado André

Projeto do Porto Sul

Exigências do Ibama diminuem impactos ambientais e melhoram projeto do Porto Sul


Brasília (21/11/2012) - O Ibama emitiu no último dia 14/11 a licença prévia para o Porto Sul, situado em Ilhéus/BA. Com as exigências de alteração do projeto feitas pelo Ibama ao longo do processo, o empreendimento teve significativa redução dos impactos ambientais. A melhoria da tecnologia empregada também resultou em redução do prazo de implantação e do custo final de implantação da obra.


Todas estas alterações têm implicações positivas diretas na qualidade ambiental da área, uma vez que reduzem o período em que a fauna e flora estarão sob impactação das obras, reduz a perda de indivíduos tanto pela redução do volume dragado quanto pelo menor soterramento durante o descarte do material. Com as mudanças, a barreira de corais da região também deixa de ser afetada. As alterações viabilizaram também a redução de impactos aos moradores da região, como, por exemplo, menor tempo de exposição a ruídos e vibrações e ao tráfego de caminhões, bem como a diminuição das desapropriações.

Além dos R$ 850 milhões economizados (o custo global inicial era R$ 3,6 bilhões e, após as alterações, ficou em R$ 2,75 bilhões), destacam-se a redução do comprimento do quebra-mar, de 2100 para 1800 metros; a redução do volume de rochas necessárias, de 14,2 para 11,7 milhões de metros cúbicos, e de dragagem de sedimentos, de 36 para 16,5 milhões de m³; a redução das alterações na linha de costa; a redução da Área Diretamente Afetada - ADA terrestre; e a alteração da área de descarte, de 200 para 500 metros de profundidade.

Com a finalidade de movimentação de minério de ferro, clínquer, soja, etanol, fertilizantes e outros granéis sólidos, o empreendimento, sob responsabilidade do Departamento de Infraestrutura de Transporte da Bahia (Derba), tem retroárea de 1224,9 ha e compreende o Terminal de Uso Privativo da empresa Bahia Mineração (TUP-Bamin) e o Terminal Público do Governo do Estado da Bahia.

O processo de licenciamento ambiental do terminal da Bahia Mineração teve início em 2008, com sua viabilidade ambiental negada pelo Ibama em 2010 na localização anterior (localidade de Ponta da Tulha, Município de Ilhéus). O processo do Porto Sul teve início em 2009 e, posteriormente à decisão referente à inviabilidade do Terminal Portuário da Bahia Mineração S/A em Ponta da Tulha, esses processos de licenciamento foram unificados, e novos estudos foram iniciados para avaliação da viabilidade ambiental do Porto Sul. No ano de 2011, foi protocolado no Ibama o EIA/Rima referente ao Porto Sul, incluindo o Terminal Portuário da Bahia Mineração S/A, com localização proposta para Aritaguá.

Após sete audiências públicas, vistorias técnicas e análises de complementações e demais documentos encaminhados, o Ibama emitiu parecer favorável à implantação do projeto mediante cumprimento de condicionantes e medidas ambientais.


Fonte: IBAMA
Ascom Ibama

NOTICIAS IBAMA

Ibama contribui para identificação de nova espécie de bromélia       


Campo Grande (23/11/2012) - Com o apoio logístico da Diretoria de Biodiversidade e Florestas (DBFlo) e apoio técnico da Superintendência do Ibama de Mato Grosso do Sul (Supes/MS), foi realizada, em setembro de 2011, uma expedição nas Serras de Maracaju e Pimenteira, localizadas na borda do Pantanal sul-matogrossense, com o objetivo de coletar espécimes das famílias botânicas Cactaceae (cactus) e Bromeliaceae (bromélias). De acordo com os resultados, foi descoberta uma espécie nova de Bromeliaceae para a ciência, intitulada Dyckia pottiorum Leme, conforme artigo científico publicado na revista internacional Phytotaxa. Foram também redescobertas as espécies Fosterella hatschbachii L.B.Sm & R.W. Read e Encholirium lymanianum E. Pereira & Martinelli.


Segundo a analista ambiental da Supes/MS, Joanice Lube Battilani, ações dessa natureza permitem ampliar o conhecimento da distribuição das espécies, a exemplo da identificação da ocorrência do cactus Discocactus ferricola em área de siltito e arenito na Serra da Pimenteira, no município de Rio Verde de Mato Grosso, sendo até então considerado endêmico no município de Corumbá/MS. “´É importante a identificação das espécies das famílias Cactaceae e Bromeliaceae visando a proteção das suas áreas de ocorrência, uma vez que a maioria das espécies pertencentes a essas famílias estão na lista oficial de espécies da flora ameaçadas de extinção e nos anexos da Cites”, informou.

Fonte: Ibama
Supes/MS

segunda-feira, novembro 19, 2012

NOTICIAS IBAMA

Ibama apreende 915 toras e cessa extração ilegal de madeira às margens do Curuatinga, no Pará


 

Itaituba (16/11/2012) —  O Ibama desarticulou uma grande exploração ilegal de madeira, esta semana, às margens do rio Curuatinga, a cerca de 150 km de Santarém, no oeste do Pará. Os agentes ambientais chegaram de helicóptero ao local, uma área isolada na floresta, e flagraram os madeireiros em atividade à luz do dia. Na ação, o instituto apreendeu 915 toras de madeira de alto valor econômico — como maçaranduba, ipê e jatobá —, dois tratores e um caminhão. Uma balsa com 70 toras também foi detida quando já estava carregada para subir o rio e abastecer empresas na capital do estado.

A região do rio Curuatinga, segundo o Ibama, atrai extratores ilegais de Santarém, Prainha, Uruará e Medicilândia em razão do escoamento fácil do produto florestal pelo rio Amazonas até Belém, de onde as madeiras mais nobres são exportadas para Europa e EUA.
"É uma região extensa, com acesso difícil por meio terrestre, mas são as madeireiras da capital que financiam o crime ambiental aqui", explica o chefe da Fiscalização do Ibama em Santarém, Tiago Jara, que coordenou a ação. Segundo ele, após sair da floresta, a madeira recebe documentos fraudados (Guias Florestais) e já chega "esquentada" no pátio das empresas.
Na área da extração ilegal, o Ibama localizou vários pátios de estocagem espalhados na mata ciliar. De acordo com o chefe da Fiscalização, as margens do Curuatinga serão monitoradas de helicóptero até a retirada das toras apreendidas. A madeira será aplicada em obras sociais, após a conclusão do processo de doação no Ibama.


Nelson Feitosa
Ascom Ibama/PA
foto: Tiago Jara

NOTICIAS IBAMA

Ibama alerta para o início do defeso da Piracema no AM


Manaus (16/11/2012) - Em detrimento a Instrução Normativa nº 45 do Ministério do Meio Ambiente, será instaurado do dia 15 de novembro de 2012 a 15 de março de 2013, a proibição à pesca, transporte, armazenagem, beneficiamento e comercialização das espécies: matrinxã, pirapitinga, sardinha, pacu, aruanã e mapará em toda a bacia hidrográfica Amazônica, essa proteção anual é conhecida como: período do defeso da piracema.

Desde de 2005 o defeso é aplicado anualmente neste período pois essas espécies realizam migrações reprodutivas, tróficas e de dispersão. Durante a época de cheia entra na mata inundada, onde se alimenta de frutos ou sementes. Na seca dos rios as espécies nadam contra a correnteza para  poderem realizar seu processo reprodutivo, por isso sua exploração se torna proibida neste período.
Os  estabelecimentos que possuem o peixe em estoque tais como: frigoríficos, restaurantes e outros que adquiriram os  pescados antes do defeso, podem fazer sua comercialização, desde que declarem o estoque no Ibama, no período de 15 a 19 de novembro, e recebam autorização para o comércio.
Para quem descumprir a lei fazendo o uso indevido do peixe agindo ilegalmente e for pego pescando, transportando, comercializando e até mesmo comprando, serão aplicadas as devidas penalidades com multas de R$ 700,00 e que podem chegar a R$ 100 mil por quilo ou fração do produto da pescaria.

Fonte: IBAMA
,Ascom/Ibama/AM

BP pagará multa de US$ 4,5 bilhões por vazamento de óleo em 2010


É a maior multa criminal já paga na história dos EUA, segundo agências.

Empresa se declarou culpada pelo acidente e pelo derramamento de óleo.


A petrolífera britânica BP declarou-se culpada nesta quinta-feira (15) das acusações criminais relacionadas com o vazamento de petróleo no Golfo do México em abril de 2010 e concordou em pagar US$ 4,5 bilhões ao longo de seis anos ao governo dos EUA, segundo comunicado divulgado pela empresa.

Bombeiros combatem as chamas remanescentes do acidente no Golfo do México em foto de arquivo de abril de 2010 (Foto: U.S. Coast Guard/Handout/Files/Reuters)Bombeiros combatem as chamas remanescentes do acidente no Golfo do México em foto de arquivo de abril de 2010 (Foto: U.S. Coast Guard/Handout/Files/Reuters)

Segundo a nota, a empresa vai pagar US$ 4 bilhões, em cinco anos, ao Departamento de Justiça dos EUA para finalizar todas as reclamações pelo pior derramamento de petróleo na história do país e outros US$ 525 milhões, em três anos, à SEC (Securities and Exchange Commission) por reclamações aos órgãos reguladores. O acordo ainda tem de ser aprovado em tribunal federal no país.

Desde o início, temos respondido ao vazamento, pagamos reivindicações legítimas e financiamos esforços de restauração no Golfo. Pedimos desculpas por nosso papel no acidente e, como a resolução de hoje com o governo dos EUA ainda reflete, aceitamos a responsabilidade por nossas ações", escreveu o presidente-executivo da BP, Bob Dudley.
Segundo as agências de notícias, o valor pago é recorde por uma multa criminal norte-americana. O recorde anterior era detido pela Pfizer Inc, que pagou uma multa de US$ 1,3 bilhões em 2009 por uma fraude de marketing.

O desastre ambiental de Deepwater Horizon, no Golfo do México, ocorreu em abril de 2010 e 11 trabalhadores morreram.
A empresa disse ainda estar preparada para se defender de outras reclamações civis.


Do G1,

PLANETA ANIMAL



Veja lista com 'duelos de titãs' no mundo animal

Em 2009, fotógrafo registrou combate entre cobra e jacaré.
Em 2010, crocodilo levou a melhor em duelo contra tubarão.


Confira abaixo duelos entre grandes predadores. A lista traz, por exemplo, embates entre uma píton e um aligátor, na Flórida (EUA), e entre uma elefanta e um crocodilo, em Zâmbia.

Píton e aligátor foram flagrados em combate mortal em 2009 no Parque Nacional Everglades, na Flórida (EUA). (Foto: Lori Oberhofer/National Park Service/AP)Píton e aligátor (jacaré americano) foram flagrados em combate mortal em 2009 no Parque Nacional Everglades, na Flórida (EUA). (Foto: Lori Oberhofer/National Park Service/AP)
Em 2010, um crocodilo mordeu a tromba de uma elefanta quando ela tomava água em um rio no Parque Nacional de South Luangwa, em Zâmbia. Após lutar, a elefanta conseguiu se soltar do ataque do réptil. (Foto: Martin Nyfeler/Barcroft Media/Getty Images)Em 2010, um crocodilo mordeu a tromba de uma elefanta quando ela tomava água em um rio no Parque Nacional de South Luangwa, em Zâmbia. Após lutar, a elefanta conseguiu se soltar do ataque do réptil. (Foto: Martin Nyfeler/Barcroft Media/Getty Images)
Em 2010, um grupo de turistas do Parque Nacional de Kakadu, no Território do Norte, na Austrália, acompanhou o ataque de um crocodilo de água salgada a um tubarão-touro. O réptil de cinco metros mostrou quem era o rei do pântano ao abocanhar o tubarão que, segundo o guia turístico, deveria ter três metros de comprimento. (Foto: Reprodução)Em 2010, um grupo de turistas do Parque Nacional de Kakadu, no Território do Norte, na Austrália, acompanhou o ataque de um crocodilo de água salgada a um tubarão-touro. O réptil de cinco metros mostrou quem era o rei do pântano ao abocanhar o tubarão que, segundo o guia turístico, deveria ter três metros de comprimento. (Foto: Reprodução)
Ursos polares lutam em Cape Churchill, em Manitoba, no Canadá.  (Foto: Barcroft Media/Getty Images)Em foto divulgada em 2011, ursos polares lutam em Cape Churchill, em Manitoba, no Canadá. (Foto: Barcroft Media/Getty Images)
Em foto divulgada em 2011, hipopótamos durante briga em rio em Botsuana. (Foto: Steve Bloom/Barcroft Media/Getty Images)Em foto divulgada em 2011, hipopótamos durante briga em rio em Botsuana. (Foto: Steve Bloom/Barcroft Media/Getty Images)
Em foto divulgada em 2011, dois elefantes são fotografados lutando em Botsuana. (Foto: Steve Bloom/Barcroft Media/Getty Images)Em foto divulgada em 2011, dois elefantes são fotografados lutando em Botsuana. (Foto: Steve Bloom/Barcroft Media/Getty Images)
Em 2010, o fotógrafo britânico Mike Bailey flagrou uma luta entre um leopardo e uma fêmea de javali em uma área do rio Kwando, em Botsuana. Para surpresa de Bailey, a javali se defendeu e venceu a batalha que durou cerca de 10 minutos.  (Foto: Mike Bailey/Barcroft Media/Getty Images)Em 2010, o fotógrafo britânico Mike Bailey flagrou uma luta entre um leopardo e uma fêmea de javali em uma área do rio Kwando, em Botsuana. Para surpresa de Bailey, a javali se defendeu e venceu a batalha que durou cerca de 10 minutos. (Foto: Mike Bailey/Barcroft Media/Getty Images)
 
Do G1, em São Paulo

sábado, outubro 27, 2012

BOM NEGÓCIO!


Plantar árvores é um bom negócio.

Plantar árvores - uma nova e boa opção para investir e ter uma renda garantida no futuro, sem contar com os benefícios ao meio ambiente, além de evitar o desmatamento das florestas.



O setor florestal brasileiro movimenta mais de US$40 bilhões de dólares (75 bilhões de reais) por ano. A demanda é grande e a oferta é pequena – um mercado altamente atrativo para investimentos, portanto plantar árvores é um bom negócio.

O consumo no Brasil é de 300 milhões de metros cúbicos de madeira, ao ano, e apenas 30% vêm do reflorestamento. Com as exigências rigorosas quanto à certificação de procedência e a pressão para a redução do corte de árvores nativas, o setor de reflorestamento cresce muito e atrai investidores.

Mudas de Mogno
O Mogno, por exemplo  considerado “Ouro verde” devido ao alto valor comercial, foi o responsável pela devastação das áreas indígenas da floresta amazônica. Hoje, considerado em extinção, é proibida a sua retirada da floresta. Apenas as árvores de plantio autorizado podem ser comercializadas. E a demanda é altíssima, tanto no mercado interno como externo. O investimento em mogno deve ser acompanhado por um técnico, para que seu retorno futuro seja garantido. Plantar árvores em terras ociosas e inaproveitadas, solos profundos, planos ou levemente ondulados, terras de uso agropecuário.

Veja estes números:
Em um hectare de terra é possível plantar 277 mudas de mogno. O primeiro desbaste se dá aos 9 anos, quando se corta a metade das árvores. O valor da madeira, hoje, seria de R$1700,00 o metro cúbico, receita de R$80 mil por hectare.

Aos 18 anos, será feito o segundo e último corte, quando o metro cúbico vale, em valores atuais, R$3.500,00 e a receita chega a R$450 000,00 por hectare. O investimento necessário. hoje, para plantar um hectare de mogno por 18 anos seria de R$73 000,00. 
Fonte Eng Agrônomo Rogério Emílio Chiabai - A Tribuna – 14/02/2010

Árvores de Eucaliptos
Plantar Eucalipto - O Brasil é um país de dimensão continental e de condições de clima e solo altamente favoráveis para a implantação de florestas. O desenvolvimento das espécies exóticas utilizadas, principalmente o pinus e o eucalipto, demonstra resultados espetaculares, com ciclos silviculturais entre 6 e 7 anos, bem diferentes dos países de grande tradição florestal, como a Suécia, Canadá e Austrália, cujos ciclos nunca são inferiores aos 60 e 80 anos.

"O eucalipto não foi escolhido por mero acaso"
É uma madeira potencialmente mais apropriada com algumas vantagens:
a) Rápido crescimento volumétrico e potencialidade para produzir árvores com boa forma;
b) Características silviculturais desejáveis, como bom incremento, boa forma, facilidade a programas de manejo e melhoramento, tratos culturais, desbastes, desramas etc;
c) Grande plasticidade do gênero, devido à grande diversidade de espécies, adaptando-se às mais diversas condições;
d) Elevada produção de sementes e facilidade de propagação vegetativa;
e) Adequação aos mais diferentes usos industriais, com ampla aceitação no mercado.

Em breve mais informações sobre as Madeiras de Lei que estão em extinção.

Orgânicos?


Por que consumir produtos Orgânicos?


Preocupação com a saúde - É a principal motivação dos consumidores de produtos orgânicos. Eles aspiram por uma alimentação mais saudável, natural e equilibrada. Você sabia que durante a existência de uma pessoa (com média de 70 anos) transitam cerca de 25 toneladas de alimento pelo sistema digestivo. Mesmo que contaminados com teores baixos de agentes químicos, pode ocorrer alguma intoxicação em determinado período do ciclo de vida. Um dos problemas no diagnóstico é que não existem sintomas característicos da epidemia de intoxicação subclínica por agrotóxico. Segundo HIGASHI (2002) , nenhum medicamento pode agir adequadamente em pacientes com acúmulo de agrotóxicos em seu organismo.

Meio ambiente - Pesquisa do IBOPE Opinião revela que os transgênicos não têm boa aceitação no Brasil. Enquanto existirem divergências entre os cientistas em relação a possíveis prejuízos à saúde e ao meio ambiente, 65% dos entrevistados afirmam que os transgênicos deveriam ser proibidos.

Melhor sabor - Encontrar o gosto autêntico dos alimentos no sabor das frutas, dos legumes e nas carnes provenientes de animais criados soltos é uma preocupação constante. Além disso, os alimentos orgânicos são livres de antibióticos, hormônios de crescimento, sendo processados sem o uso de aromas artificiais, conservantes e corantes.

Pesquisas de análise sensorial comparando alimentos orgânicos e convencionais mostraram superioridade do alimento orgânico, sobretudo em preparo ao vapor (Marinho Carvalho, 2004 - EMBRAPA ).

Referências: HIGASHI, T. Agrotóxicos e a saúde humana. Agroecologia Hoje. Ano II, N. 12, Dezembro 2001 - Janeiro 2002. p. 5-8.
Eco vida - CN GREEN